sábado, 7 de março de 2009

A olho nu






















Não veremos o sol em seu eclipse.
E eu não te verei.
A olho nu mal sentiremos o que somos, e não estaremos à flor da pele.

Não saberei dos seus crimes, esquecidas as provas sob o tapete.
A olho nu, nada.
Nada de paixões proibidas,
Nem passado controverso.
Sem pêlos arrepiados, ou arrependimentos.

O que seríamos sem nossas lentes?
Ampliados os sentimentos,
Exageradas as reações,
Desfocados os encontros.
E a falsa compreensão da realidade?
Sem uma grande angular?

A olho nu não terei o zoom para me aproximar,
Nem o filtro para me proteger.
Pelada de mim.
Serei o que você imagina que sou.

2 comentários:

Mari disse...

que lindo!

Marina disse...

adoro amiga.
não deixe nunca de escrever.
bjbj