quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
123 mudar!
Quem nunca pensou em mudar tudo?
Sair do rumo.
Jogar pro alto.
Sair da língua, do corpo.
Ficar quieto.
Pegar avião, navio ou bicicleta, e não ser mais.
Nunca pensou no mar azul, para todos os dias?
No vento, sem pressa.
No sol, sem filtro?
Quem?
Na Europa.
No pé descalço?
Na companhia.
Você?
Eu pensei hoje.
Ontem.
Agora, sabendo de alguém.
Dentro de mim.
Que converso baixinho.
E falo das mudanças, bem-vindas, indevidas, suadas, trêmulas, gostosas!
Pensei em mudar tudo, e mudei.
Sair do rumo.
Jogar pro alto.
Sair da língua, do corpo.
Ficar quieto.
Pegar avião, navio ou bicicleta, e não ser mais.
Nunca pensou no mar azul, para todos os dias?
No vento, sem pressa.
No sol, sem filtro?
Quem?
Na Europa.
No pé descalço?
Na companhia.
Você?
Eu pensei hoje.
Ontem.
Agora, sabendo de alguém.
Dentro de mim.
Que converso baixinho.
E falo das mudanças, bem-vindas, indevidas, suadas, trêmulas, gostosas!
Pensei em mudar tudo, e mudei.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Voo Atrasado
Hoje tive vontade.
Fugir mesmo do que sou.
Deixar o corpo.
Lembrar de um segredo.
Esquecer da casa. Pendurar o sapato. Andar no piso frio.
Suar entre os pés.
Alçar vôo no jardim.
Te ver.
Mais do que ela.
Mais do que ele.
Só.
Sem amanhã, só agora.
Sem olhar, só na hora.
Pôr de lado.
Regrar de novo, ao contrário.
Deixar.
Não dizer não.
Nada.
Hoje tive vontade.
Maior do que tudo.
Mais do que nós.
Talvez amanhã venha a coragem.
E o vôo saia atrasado.
Fugir mesmo do que sou.
Deixar o corpo.
Lembrar de um segredo.
Esquecer da casa. Pendurar o sapato. Andar no piso frio.
Suar entre os pés.
Alçar vôo no jardim.
Te ver.
Mais do que ela.
Mais do que ele.
Só.
Sem amanhã, só agora.
Sem olhar, só na hora.
Pôr de lado.
Regrar de novo, ao contrário.
Deixar.
Não dizer não.
Nada.
Hoje tive vontade.
Maior do que tudo.
Mais do que nós.
Talvez amanhã venha a coragem.
E o vôo saia atrasado.
domingo, 29 de março de 2009
Cuba
Ei, rapaz,
De sandália de trançada de couro,
Cheia de ginga e pintada, quase bordada à mão.
Ei, meu tal rapaz,
E essa dança marota, seguindo um jongo girado, que a mim já não olha mais?
Sem rabo de olho, samba com outra dama, que dança no seu rimar.
Ei, rapaz,
agora que não tem minha moça,
cheia de saia e sonho, será que vais para Cuba?
Eu talvez fique,
talvez voe,
ou, empreste a saia pra outro rapaz olhar.
E, quando você voltar,
quem sabe gingamos juntos,
bordamos uma boa prosa
e pintamos uma nova dança.
De sandália de trançada de couro,
Cheia de ginga e pintada, quase bordada à mão.
Ei, meu tal rapaz,
E essa dança marota, seguindo um jongo girado, que a mim já não olha mais?
Sem rabo de olho, samba com outra dama, que dança no seu rimar.
Ei, rapaz,
agora que não tem minha moça,
cheia de saia e sonho, será que vais para Cuba?
Eu talvez fique,
talvez voe,
ou, empreste a saia pra outro rapaz olhar.
E, quando você voltar,
quem sabe gingamos juntos,
bordamos uma boa prosa
e pintamos uma nova dança.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sonho
Sonhei com a mania de ser feliz.
Morava numa casa na árvore.
Bordava folhas.
E, de galho em galho, me afastava do asfalto.
Pra longe, longe..
Sonhei, feliz, com a mania de ser.
Andava por cima das águas,
Entre a pele e o rio,
Suando quente, sentindo frio.
Mania de ser. Feliz, sonhei.
Não morava,
Não bordava,
Não andava nas águas.
Acordei, feliz com a mania de sonhar em ser.
E era.
Virei pro lado e te abracei.
Morava numa casa na árvore.
Bordava folhas.
E, de galho em galho, me afastava do asfalto.
Pra longe, longe..
Sonhei, feliz, com a mania de ser.
Andava por cima das águas,
Entre a pele e o rio,
Suando quente, sentindo frio.
Mania de ser. Feliz, sonhei.
Não morava,
Não bordava,
Não andava nas águas.
Acordei, feliz com a mania de sonhar em ser.
E era.
Virei pro lado e te abracei.
Mais
Sou outra e mais.
Amo sim, meu poeta, amo todas as descobertas.
Amo andar de bicicleta
Beijo a água do mar,
Sou a mesma e menos.
Ás vezes me pego amando-te debaixo dos lençóis.
Outras, me vejo longe, com um moleque a puxar minha saia e dizer, mãe.
Sou outra e a mesma.
Tenho todos aqueles defeitos e algumas novas ansiedades.
Ainda sou feita de erros e cheiros, os mesmos!
Amo sim, meu poeta, amo todas as descobertas.
Amo andar de bicicleta
Beijo a água do mar,
Sou a mesma e menos.
Ás vezes me pego amando-te debaixo dos lençóis.
Outras, me vejo longe, com um moleque a puxar minha saia e dizer, mãe.
Sou outra e a mesma.
Tenho todos aqueles defeitos e algumas novas ansiedades.
Ainda sou feita de erros e cheiros, os mesmos!
sábado, 7 de março de 2009
A olho nu

Não veremos o sol em seu eclipse.
E eu não te verei.
A olho nu mal sentiremos o que somos, e não estaremos à flor da pele.
Não saberei dos seus crimes, esquecidas as provas sob o tapete.
A olho nu, nada.
Nada de paixões proibidas,
Nem passado controverso.
Sem pêlos arrepiados, ou arrependimentos.
O que seríamos sem nossas lentes?
Ampliados os sentimentos,
Exageradas as reações,
Desfocados os encontros.
E a falsa compreensão da realidade?
Sem uma grande angular?
A olho nu não terei o zoom para me aproximar,
Nem o filtro para me proteger.
Pelada de mim.
Serei o que você imagina que sou.
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