Ei, rapaz,
De sandália de trançada de couro,
Cheia de ginga e pintada, quase bordada à mão.
Ei, meu tal rapaz,
E essa dança marota, seguindo um jongo girado, que a mim já não olha mais?
Sem rabo de olho, samba com outra dama, que dança no seu rimar.
Ei, rapaz,
agora que não tem minha moça,
cheia de saia e sonho, será que vais para Cuba?
Eu talvez fique,
talvez voe,
ou, empreste a saia pra outro rapaz olhar.
E, quando você voltar,
quem sabe gingamos juntos,
bordamos uma boa prosa
e pintamos uma nova dança.
domingo, 29 de março de 2009
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