Hugo Ronca Cavalcanti.
Morreu de bala perdida.
Caiu de costas pro chão.
Virado, com o rosto pra cima.
Os olhos, ainda abertos, quase lacrimejavam.
Morreu de bala perdida.
Mais um grito da realidade.
Retrato do estapafúrdio.
Caos que é mais uma sombra.
Não acendam as luzes!
Ignorem toda a saudade,
de Hugo Ronca Cavalcanti.
Que morreu da nossa bala,
Pouco perdida,
Quase óbvia.
Enterrem, na mesma cova,
todos os Hugos.
Disparem mais balas,
que nós não acenderemos as luzes.
E fingiremos que elas são perdidas.
sábado, 7 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário